Documentação do imóvel: o que realmente conferir antes de assinar o contrato
12/26/20251 min read
Um detalhe ignorado aqui pode virar um problema jurídico depois.
Matrícula atualizada: mais do que “existir”
Não basta ter matrícula.
Ela precisa estar atualizada e coerente com a realidade do imóvel.
Confira:
• Titularidade correta
• Área construída averbada
• Histórico de alterações
Diferenças entre matrícula e imóvel físico travam financiamento e registro.
Ônus reais: o que pode estar “escondido”
Hipoteca, alienação fiduciária, penhora ou usufruto nem sempre impedem a venda, mas mudam totalmente o risco e o prazo da negociação.
O ponto-chave não é só a existência do ônus, mas como e quando ele será baixado.
Natureza da posse: propriedade x direito
Nem todo imóvel à venda é propriedade plena.
Atenção redobrada em casos de:
• Direitos aquisitivos
• Contratos de gaveta
• Cessão de direitos
Aqui, o risco não é jurídico apenas, é financeiro e sucessório.
Regularidade fiscal que ninguém comenta
IPTU em dia é o básico.
O avançado é conferir:
• Débitos inscritos em dívida ativa
• Divergência entre cadastro municipal e matrícula
• Uso do imóvel diferente do registrado
Esses pontos podem gerar multas e impedir transferência.
Vendedor: a documentação também é dele
O imóvel pode estar perfeito e o problema estar no vendedor.
Analise:
• Estado civil e regime de bens
• Necessidade de outorga conjugal
• Capacidade jurídica para venda
Erro aqui anula negócio já fechado.
Contrato alinhado à realidade documental
O contrato precisa refletir exatamente:
• Forma de pagamento
• Situação do imóvel
• Prazos de desocupação e registro
Contrato desalinhado da documentação é convite para litígio.
Documentação não é burocracia.
É gestão de risco patrimonial.
Por isso, contar com um corretor que domina o jurídico e o prático do mercado faz toda a diferença na sua segurança.
Leonardo Gazola
Corretor de Imóveis CRECI/SC 26420
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